Porque escrevo?

 

Posso não ter a sensibilidade de Machado de Assis ou a criatividade de Sidney Sheldon, certamente não tenho o conhecimento de Jostein Gaarder, nem o dom da poesia de Carlos Drummond de Andrade, e muito menos a bela e pura simplicidade de Mário Quintana.

O que tenho apenas é a paixão pelos livros, é o que me faz bem, o que me faz sorrir, o que me faz humana, o que me faz mais EU!

Ler um livro é cultura, conhecimento, entretenimento, diversão… É paixão e razão… É vida!

Não sei se serei uma grande escritora ou sequer verei meus textos publicados, mas sei que um dia alguém desvendará minha alma, pois meus sonhos podem não ser eternos, mas minhas realizações sempre serão lembradas… E para mim escrever é isso: me desenhar em palavras, me desnudar em letras e me expor inteira.

Minha paixão também é uma necessidade, e minha necessidade é ser descoberta.

Pois o que parece ser tão óbvio, pode ser na verdade uma grande incógnita, da mesma forma que a solução de um grande mistério pode ser algo muito simples.

Mas as pessoas preferem ficar com suas primeiras impressões, sejam certas ou erradas, talvez por arrogância, ou quem sabe por tolice? Ou talvez a tola aqui seja eu…

O que sei é que quando escrevo posso ser um paradoxo ou absoluta sem me culpar, posso retratar e inventar, inverter e alinhar, imaginar e recriar, posso ser eu e simplesmente sonhar.

Quando escrevo sou livre.

Lana Novais