*Guerreira Famosa

Guerreira Famosa

O nome Luiza foi escolhido por significar guerreira famosa e assim foi com Luiza Maria Alcântara, que era uma dessas meninas que nascem com a personalidade forte como o nome.

Desde pequena era chamada por Luma e se destacava das outras crianças por ser determinada e decidida. Seus pais tinham muito orgulho, pois começou a ajudar aqueles que não tiveram as mesmas oportunidades que ela quando ainda era bem pequena.

Luma cresceu em uma casa grande, com muito quartos e espaço. Luma tinha seu quarto de dormir, outro para brincar e mais um para estudar. Sua casa era confortável e nada nunca lhe faltou, sempre teve as melhores escolas, os melhores tutores particulares, desde pequena pôde aprender de tudo: idiomas, gastronomia, filosofia e artes.

Cercada de muito amor dos seus pais, carinho e atenção dos avós e familiares, tinha tudo para ser uma menina mimada, e de fato era, raramente ouvia um não e quando ouvia logo conseguia fazer virar um sim, mas embora mimada não desprezava os menos privilegiados, muito pelo contrário, era admirada por seus pais, amigos e professores, pois desde pequena ia a orfanatos para fazer doações, encontrava tempo em sua agenda lotada para passar tempo com crianças carentes e doar-lhes alimentos, roupas e brinquedos.

Sua mãe dizia a todos como era orgulhosa por ter uma filha famosa pelo altruísmo mesmo sendo tão nova.

Quando Luma cresceu casou-se com um homem romântico, bonito, rico e bem sucedido profissionalmente, que lhe deu uma linda casa, tão perfeita que parecia uma casa de boneca, também lhe deu três filhos lindos e saudáveis, dois meninos e uma menina.

A admiração ainda cercava Luma, seu marido e filhos também amavam sua generosidade pois apesar de ter que cuidar da casa, dos filhos, do marido, mesmo com os empregados, havia tanto para Luma administrar e ainda assim ela continuava encontrando tempo para ajudar os menos favorecidos.

Como não admirar uma mulher linda, inteligente, rica e extremamente humilde e generosa que vivia para ajudar os menos agraciados e afortunados?

Mas a verdade é que sempre foi fácil para ela ser tão “perfeita”, afinal, ela nunca foi para escola com fome ou cansada por ter tido que trabalhar dois turnos antes da aula.

Ela nunca precisou trabalhar e nunca sentiu-se cansada demais por ter que andar em um coletivo lotado após um dia de trabalho pesado.

Ela nunca teve que escolher quais contas pagaria aquele mês e quais deixaria para o próximo.

Sua vida sempre foi cheia de festas, eventos, estreias, músicas e risos.

Luma sempre viveu! Ao contrário das pessoas que ela sempre ajudava, pessoas que apenas sobreviviam a um dia de cada vez na esperança que o amanhã pudesse ser um pouco melhor, expectativa que era na verdade surreal.

Portanto, na realidade, Luma era tão generosa porque para ela era fácil, ela ocupava o tempo e ainda fazia com que ela pudesse acreditar ser uma boa pessoa. E era… Não era?

Lana Novais

11 Comments

  1. Dry,
    Você é realmente maravilhasa!!
    Suas histórias sempre tem uma lição de moral…
    Essa – a prática da caridade – e a humildade de Luna é invejável e um exemplo de vida para muitas pessoas.
    O enredo e o contexto é de grande riqueza literária!!
    Parabéns minha grande amiga!!
    Que o Amado Mestre Jesus continue te abençoando e iluminando sua criatividade!!

    Beijo bem grandão no coração!!

    By Drycco

  2. Sensacional!!
    O mais legal é saber que existe pessoas como Luma.
    Adriana, escreve algo sobre trabalho. Acredito que tem muita gente que trabalha numa empresa tipo a Nestlé e não sabe fazer um bolo. Só está lá porque o primo do amigo do filho da cunhada do vizinho trabalha lá.

  3. É uma história interessante, porém o que esta nas entrelinhas é o mais interessante. Luma sem dúvida não era perfeita, a perfeição é irreconhecível ao ser humano. Ser boa ou ruim, como sempre digo, é uma questão de referencial, tudo depende de você e da sua visão de mundo. Não compreendo muito o conceito de altruísmo já que, na minha visão, o ser humano é 100% egoísta. Uma pessoa dita “boa” ajuda o próximo, pois ela se sente bem com isso. Mesmo em questões de sacrifícios, no final, é ela se sente bem com isso. Quando a escolha é nossa, geralmente escolhemos fazer coisas que nos façam bem, sejam elas boas ou não para as demais pessoas. No final das contas, as duas perguntas importantes são: quem é Luma para você? O que não é dito sobre ela que diz quem ela é?

  4. Lindo texto é muito bom reforçar que não importa sua classe social o bem tem que ser feito sem olhar a quem. Ser admirado pelo que se faz e pelo o que você é e não pelo o que você tem,linda mensagem.

  5. Muito bacana Dri, a ajuda ao próximo tem que ser sempre valorizada, independente de sua condição social, e agirmos com o coração sem pedir nada em troca.

  6. Me vi não só como leitor mais como pai da Maria Eduarda, com 5 anos de idade e com gênio forte como da Luiza Maria.

    E com ensinamentos e valores iguais aos dela. Que possamos tornar nesse mundo desigual onde cada cez mais pessoas esquece suas raízes, valores, tutores, educadores.

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